Trio vai a júri popular pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá

Trio vai a júri popular pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá

Julgamento dos três réus está marcado para terça-feira (29), no Fórum de Cuiabá; crime ocorreu em dezembro de 2023

Os três réus acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, serão submetidos a júri popular nesta terça-feira (29), em Cuiabá. A sessão está marcada para as 9h, no Plenário da 1ª Vara Criminal do Fórum da capital.

São réus no processo Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas. A data do julgamento foi definida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, do Tribunal do Júri de Cuiabá.

O julgamento estava inicialmente previsto para julho deste ano, mas precisou ser remarcado após a dissolução do Conselho de Sentença. Segundo as informações divulgadas, um dos jurados apresentou problemas de saúde, o que impossibilitou a continuidade da sessão.

Acusações

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva é acusado de ter efetuado os disparos que mataram Zampieri.

Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que é integrante do Exército e instrutor de tiro, é apontado pela acusação como intermediário do crime. Segundo a denúncia, ele teria contratado o executor e providenciado a arma utilizada na execução.

Já o coronel do Exército Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas é acusado de ter financiado o assassinato.

Os três respondem por homicídio qualificado, com qualificadoras relacionadas à promessa de recompensa, recurso que teria dificultado a defesa da vítima, uso de arma de fogo de uso restrito e concurso de pessoas.

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Assassinato ocorreu em frente ao escritório

Roberto Zampieri tinha 56 anos quando foi assassinado, na noite de 5 de dezembro de 2023. O crime ocorreu em frente ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

Segundo a acusação, o advogado estava dentro de uma picape Fiat Toro quando foi surpreendido pelo executor, que efetuou diversos disparos de arma de fogo.

A investigação apontou como possível motivação uma disputa envolvendo uma área de terras avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

O Ministério Público também denunciou Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados na acusação como mandantes do homicídio. O processo envolvendo os supostos mandantes possui tramitação própria.

O julgamento desta terça-feira deverá analisar a responsabilidade criminal dos três réus que serão submetidos ao Tribunal do Júri de Cuiabá.

Fonte: Gazeta Digital e informações do Ministério Público de Mato Grosso.


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