Ex-funcionária de clínica odontológica é investigada por golpe de mais de R$ 100 mil em Cuiabá

Ex-funcionária de clínica odontológica é investigada por golpe de mais de R$ 100 mil em Cuiabá

Subtítulo: Mulher teria usado o nome da empresa para negociar procedimentos, receber pagamentos em contas pessoais e continuar cobrando pacientes mesmo após ser demitida.

CUIABÁ (MT) — Uma ex-funcionária de uma clínica odontológica localizada no bairro Campo Velho, em Cuiabá, é investigada pela Polícia Civil por um esquema que teria causado mais de R$ 100 mil em prejuízos à empresa e envolvido pelo menos 15 vítimas. A investigação aponta que a mulher negociava procedimentos diretamente com pacientes e direcionava os pagamentos para contas pessoais.

A suspeita, identificada como Arielly Katerine dos Santos, de 31 anos, foi alvo da Operação Falso Sorriso, deflagrada na quinta-feira, 20 de agosto. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava a posição que ocupava nas áreas administrativa e financeira da clínica para ter acesso aos clientes e conduzir negociações.

De acordo com o delegado Hugo Abdon Lima, responsável pelo caso, a investigada oferecia descontos e condições especiais para procedimentos odontológicos e estéticos por meio do WhatsApp. Os valores, porém, eram direcionados para meios de pagamento vinculados a ela.

Pagamentos eram direcionados para contas pessoais

Segundo as investigações, Arielly teria orientado pacientes a realizar pagamentos por Pix, links, QR Codes e máquinas de cartão vinculados às suas contas pessoais.

Depois de receber os valores, ela teria alterado registros internos da clínica para indicar que os pacientes estavam com os pagamentos em dia. Com isso, os tratamentos continuavam normalmente, mesmo sem que o dinheiro chegasse aos cofres do estabelecimento.

A investigação também encontrou indícios de pagamentos em dinheiro, alterações de datas de vencimento e cobranças realizadas em nome da própria clínica.

Em alguns casos, pacientes teriam sido pressionados a efetuar pagamentos e até ameaçados de negativação caso não quitassem valores cobrados.

Conversas mostram pressão sobre pacientes

Prints de conversas pelo WhatsApp obtidos durante a investigação mostram a ex-funcionária negociando procedimentos diretamente com clientes.

Em um dos casos, uma paciente tentou cancelar um procedimento, mas Arielly teria oferecido uma prótese por R$ 750, dividida em duas parcelas. Depois que a cliente questionou o valor, considerado baixo, a investigada teria alterado a quantia para R$ 850 e alegado que havia cometido um erro de digitação.

A paciente voltou a pedir o cancelamento, mas, segundo a investigação, a ex-funcionária insistiu na negociação e propôs uma entrada de R$ 300, deixando o restante para o mês seguinte.

Suspeita teria continuado os golpes após demissão

De acordo com a Polícia Civil, o esquema não teria terminado após a demissão da investigada.

Mesmo depois de ser desligada por justa causa, Arielly teria continuado a procurar pacientes e se apresentado como funcionária da clínica para realizar novas cobranças.

Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, computadores, máquinas de cartão, documentos e outros materiais. Os equipamentos serão analisados para identificar novas vítimas, rastrear movimentações financeiras e dimensionar o prejuízo total.

Investigação apura possível uso do dinheiro em jogos

A Polícia Civil também investiga a possibilidade de parte do dinheiro desviado ter sido utilizada em jogos de azar.

Segundo o delegado, essa hipótese surgiu a partir de informações sobre dificuldades financeiras enfrentadas pela investigada. Durante depoimento, Arielly teria confessado os crimes, mas não confirmado que utilizava os valores em apostas.

Por isso, a possível destinação do dinheiro ainda é objeto de investigação.

Ex-funcionária deve ser indiciada

Segundo a Polícia Civil, Arielly deverá ser indiciada pelos crimes de furto qualificado e estelionato.

Até a última atualização da reportagem, ela não havia sido presa e não possuía advogado constituído.

A investigação continua para identificar eventuais novas vítimas, esclarecer a movimentação financeira e determinar o valor total do prejuízo causado pelo esquema.

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Fonte: Polícia Civil de Mato Grosso e FolhaMax.


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