Fim de uma era: família Campos ficará sem mandato eletivo em Mato Grosso após mais de 50 anos
Derrota de Júlio Campos para a Assembleia Legislativa e encerramento do mandato de Jayme Campos marcam o fim de um dos ciclos políticos mais longevos da história de Mato Grosso.
A política de Mato Grosso viverá uma mudança histórica a partir de 2027. Após mais de cinco décadas ocupando cargos eletivos, a família Campos ficará sem representantes com mandato no estado. O cenário foi definido após o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) não conquistar a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026.
Com o resultado, Júlio encerra o atual mandato na condição de suplente. Ao mesmo tempo, o senador Jayme Campos (União Brasil) concluirá seu mandato em 31 de janeiro de 2027, deixando a família sem representantes eleitos pela primeira vez em mais de 50 anos.
A trajetória política dos irmãos Campos está diretamente ligada à história recente de Mato Grosso e de Várzea Grande, município onde construíram grande parte de sua base eleitoral e influência política.
Trajetória marcada por cargos importantes
Aos 79 anos, Júlio Campos acumula uma das carreiras mais extensas da política mato-grossense. Ao longo das últimas décadas, ocupou cargos como prefeito de Várzea Grande, deputado federal, governador de Mato Grosso e senador da República.
Sua primeira grande vitória eleitoral ocorreu em 1978, quando foi eleito deputado federal. Em 1982, assumiu o Governo de Mato Grosso, tornando-se uma das principais lideranças políticas do estado.
Posteriormente, foi eleito deputado constituinte, senador e voltou ao Congresso Nacional como deputado federal. Em 2022, conquistou pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Entretanto, a tentativa de renovar o mandato em 2026 não teve sucesso, encerrando um ciclo político familiar que atravessou diferentes gerações e momentos da história estadual.
Jayme Campos também deixa cenário eleitoral
O senador Jayme Campos chegou a ser cogitado para disputar o Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. No entanto, a candidatura não avançou após a definição partidária que levou o União Brasil a apoiar a reeleição de Otaviano Pivetta.
Com o término do mandato de Jayme e a derrota eleitoral de Júlio, a tradicional família Campos deixará de ocupar cargos eletivos a partir de 2027.
Analistas políticos avaliam que o encerramento desse ciclo representa um marco na política mato-grossense, especialmente em Várzea Grande, município que historicamente teve forte ligação com a trajetória da família.
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Legado político
Ao longo de mais de meio século, a família Campos participou de importantes decisões administrativas e políticas em Mato Grosso, influenciando governos, eleições e a formação de lideranças regionais.
O encerramento da presença da família em mandatos eletivos abre espaço para uma nova configuração política no estado e em Várzea Grande, especialmente com a renovação promovida pelas eleições de 2026.
Fonte: MT Play / SBT Cuiabá.
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