Vereador é indiciado por suposto apoio à execução de jovem dentro de casa noturna em Mato Grosso
Polícia Civil aponta participação de parlamentar na fuga do executor após assassinato ocorrido em Poxoréu
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu nesta quinta-feira (13) o inquérito que investiga o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, morta a tiros dentro de uma casa noturna em Poxoréu, município localizado a 251 quilômetros de Cuiabá. Entre os indiciados está o vereador Túlio César (Republicanos), apontado pela investigação como responsável por dar apoio à fuga do autor dos disparos após o crime.
Segundo a Polícia Civil, o parlamentar e outra pessoa foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de organização criminosa.
De acordo com as investigações, dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos indicam que a participação do vereador teria começado antes mesmo da execução. As mensagens analisadas apontariam que ele recebeu informações sobre a movimentação da vítima, o local para onde ela seguiria e detalhes relacionados à rota de fuga do executor.
O crime ocorreu na madrugada de 10 de maio, em uma casa noturna localizada às margens da rodovia MT-130. Conforme a perícia, Lavínia foi atingida por pelo menos cinco disparos efetuados a curta distância. Quatro tiros atingiram regiões vitais e um deles teria sido efetuado quando a jovem já estava caída.
A principal linha investigativa aponta que o homicídio pode ter sido motivado pela suspeita de que a vítima repassava informações às forças de segurança sobre atividades de uma facção criminosa na região. A jovem mantinha contato com integrantes das forças policiais e auxiliava a mãe, que prestava serviços em um quartel da Polícia Militar.
Durante a apuração, a Polícia Civil identificou ainda a possível participação de uma adolescente, que teria conhecimento prévio do plano criminoso. O caso envolvendo a menor será tratado conforme as normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Os investigadores também apontaram que o executor deixou o local em uma motocicleta Honda XRE 300, posteriormente abandonada em uma área conhecida como “lixão”. Em seguida, a fuga teria continuado em um veículo Hyundai HB20S.
As diligências foram reforçadas durante as operações Elo Oculto e Véu de Ísis. Conforme a Polícia Civil, a análise dos materiais apreendidos revelou divisão de tarefas entre os envolvidos, comunicação constante entre integrantes do grupo e a possível atuação de lideranças criminosas que, mesmo presas, continuariam exercendo influência fora do sistema penitenciário.
As investigações seguem em andamento para identificar o autor dos disparos e apurar a eventual participação de outras pessoas no crime.
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