Polícia Civil fecha casa de bingo usada para lavagem de dinheiro de facção criminosa em Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Adsumus, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado a uma facção criminosa que utilizava bingos e jogos de azar para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas. Três pessoas foram presas durante a ação.
Foram cumpridos 17 mandados judiciais, incluindo buscas e apreensões, prisões preventivas, bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilo bancário e suspensão de atividades comerciais. As medidas foram executadas nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, a organização criminosa promovia bingos e explorava jogos de azar para dar aparência legal a valores obtidos por meio de crimes como tráfico de drogas, extorsão e outras práticas ilícitas.
O principal alvo da operação foi um estabelecimento comercial localizado em Rondonópolis, apontado pelas autoridades como sede permanente dos bingos clandestinos controlados pelo grupo criminoso. Conforme a Polícia Civil, o local apresentava movimentação financeira incompatível com a renda declarada pelos responsáveis.
Por determinação judicial, o estabelecimento foi interditado e lacrado. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam máquinas de bingo, uma máquina de pelúcia e diversos equipamentos utilizados na exploração dos jogos.
A investigação teve início após a análise de aparelhos celulares apreendidos com suspeitos envolvidos em um roubo seguido de incêndio a uma padaria, ocorrido em fevereiro de 2025, em Rondonópolis. As informações obtidas revelaram a existência de uma célula da facção com atuação em diferentes cidades de Mato Grosso.
Além da suspeita de lavagem de dinheiro, os investigados também poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, fraude processual, falsidade ideológica, facilitação da entrada de celulares em unidades prisionais e posse irregular de arma de fogo.
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