Paula Calil minimiza derrota no TJMT e afirma que grupo seguirá unido na disputa pela Câmara de Cuiabá
Presidente da Câmara afirma que tentativa de mudança no regimento não é uma questão pessoal e garante continuidade do projeto político do grupo
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou nesta terça-feira (14 de julho) que seu grupo político continuará unido na disputa pela Mesa Diretora da Casa, mesmo após a Justiça negar o pedido que poderia abrir caminho para sua reeleição na mesma legislatura.
A declaração ocorreu um dia após a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), rejeitar o pedido de liminar apresentado pelo prefeito Abilio Brunini (PL). A ação buscava alterar as regras do Regimento Interno da Câmara para reduzir a exigência de aprovação de dois terços dos vereadores para maioria simples, facilitando mudanças que poderiam permitir a recondução de Paula ao comando do Legislativo.
Durante coletiva de imprensa, a presidente da Câmara minimizou o revés judicial e destacou que a proposta não está centrada em interesses pessoais.
“Nós somos um grupo e nós vamos lutar até o fim. Se não for aprovada a reeleição em condução da presidente Paula Calil, nosso grupo permanece unido. Não é pessoal, não é a presidente que quer a reeleição”, declarou.
Segundo a parlamentar, o objetivo é manter a continuidade administrativa e institucional da Câmara Municipal. Ela também ressaltou o alinhamento político com vereadores que integram o mesmo grupo, entre eles Dilemário Alencar (União Brasil) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade).
“Nós queremos dar continuidade aos trabalhos e que a Câmara continue sendo cuidada como ela realmente merece. Nós estamos falando de instituição”, completou.
Justiça apontou falta de urgência
Na decisão, a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho destacou que a regra contestada está em vigor há mais de uma década sem que tenha sido demonstrado prejuízo concreto que justificasse uma medida urgente.
A magistrada observou que a norma permaneceu válida por mais de dez anos e que a urgência alegada pela Prefeitura de Cuiabá não poderia ser fundamentada em uma discussão apresentada apenas agora.
Com a decisão, segue mantida a exigência de quórum qualificado para alterações no Regimento Interno, mantendo também a vedação à reeleição para o mesmo cargo dentro da atual legislatura.
O debate sobre a sucessão da Mesa Diretora da Câmara Municipal deve continuar nos próximos meses, movimentando os bastidores da política cuiabana.
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