Delegado diz que não conduz mais investigação e informa envio de provas ao NACO em caso de fraude milionária no TJMT
Pablo Bonifácio afirma que deixou Delegacia de Estelionatos e que documentos da Operação Sepulcro Caiado estão sob responsabilidade do Núcleo de Ações de Competência Originária.
O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Pablo Bonifácio Carneiro, informou à Justiça que não possui mais acesso às provas da Operação Sepulcro Caiado, investigação que apura um esquema de fraudes estimado em R$ 21 milhões contra o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Segundo ele, todo o material foi encaminhado ao Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), órgão que atualmente conduz o caso.
A manifestação ocorreu após determinação da 7ª Vara Criminal de Cuiabá para que fossem disponibilizadas provas solicitadas pela defesa de um dos réus da ação penal. Os advogados alegam que não conseguem acessar os documentos desde janeiro, o que estaria dificultando a apresentação da resposta à acusação.
Esquema investigado
A Operação Sepulcro Caiado foi deflagrada pela Polícia Civil em julho de 2025 e investiga um suposto esquema que utilizava alvarás judiciais falsificados e movimentações financeiras suspeitas para desviar recursos do Judiciário mato-grossense. Entre os denunciados estão empresários e advogados apontados pelo Ministério Público como integrantes da organização investigada. ()
Delegado foi transferido
No ofício encaminhado ao Judiciário, Pablo Bonifácio explicou que foi removido da Delegacia Especializada de Estelionatos e atualmente está lotado na Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE). Por isso, segundo ele, não possui mais ingerência sobre os autos nem acesso às diligências realizadas após a remessa do procedimento ao NACO.
O delegado sugeriu que eventuais pedidos de informações sejam direcionados diretamente ao NACO, responsável pela condução atual da investigação.
Impasse sobre acesso às provas
A discussão surgiu após a defesa de um dos acusados solicitar acesso integral ao material reunido durante a investigação, incluindo relatórios, vídeos, extrações de dados de celulares e documentos obtidos por meio de quebras de sigilo. O pedido foi acolhido pela Justiça, mas a resposta do delegado apontou que o acervo investigativo já não está sob sua responsabilidade.
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