Brasil, Mato Grosso e Cuiabá: 48 horas que dizem muito sobre o agora
As últimas 48 horas escancararam um Brasil que insiste em viver no limite. Em Brasília, o discurso oficial tenta transmitir controle, mas a realidade econômica e política mostra um país andando sobre gelo fino. A pressão sobre o orçamento, a dificuldade em sustentar promessas e a tensão permanente entre Poderes reforçam uma sensação conhecida: governar virou administrar crise atrás de crise, sem tempo — ou coragem — para enfrentar problemas estruturais.
Quando o olhar desce para Mato Grosso, o contraste é gritante. O Estado segue forte economicamente, impulsionado pelo agro e pela arrecadação, mas esse crescimento não se converte automaticamente em qualidade de vida. Desenvolvimento sem planejamento cobra pedágio. E ele aparece em cidades pressionadas, serviços públicos no limite e uma população que sente que corre muito apenas para continuar no mesmo lugar.
Em Cuiabá, o retrato das últimas horas é ainda mais simbólico. A segurança pública domina o noticiário não pela exceção, mas pela repetição. Ocorrências violentas, conflitos urbanos e respostas que quase sempre chegam depois do estrago feito. O poder público reage, mas raramente antecipa. Apaga incêndio, mas não corta o gás.
Ao mesmo tempo, temas como mobilidade urbana, infraestrutura e saúde seguem orbitando o debate sem nunca pousar de verdade. A cidade cresce, mas a engrenagem continua antiga. O cidadão paga a conta no trânsito, no atendimento precário e na sensação constante de estar por conta própria.
O fio que conecta Brasil, Mato Grosso e Cuiabá nessas últimas 48 horas é claro: falta decisão estratégica. Não faltam diagnósticos, dados ou alertas. Falta assumir o custo político de mudar o rumo. Enquanto isso não acontece, seguimos normalizando o anormal, tratando crise como rotina e vendendo resistência como virtude.
Não dá mais para governar apenas reagindo ao noticiário. Quem pauta o debate pela emergência perde a capacidade de planejar o futuro. O tempo passa, a cobrança aumenta e a paciência da população está no limite. A pergunta deixou de ser “o que aconteceu?” e passou a ser “até quando?”.
Célio Gomes de Souza
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