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Mauro Mendes defende enquadrar facções criminosas como terrorismo e cobra endurecimento das leis penais

Mauro Mendes defende enquadrar facções criminosas como terrorismo e cobra endurecimento das leis penais

Cuiabá – Durante entrevista ao programa Jornal Gente, da Rádio Band FM e Band News TV, nesta segunda-feira (03.11), o governador Mauro Mendes afirmou que as facções criminosas devem ser enquadradas na lei de terrorismo.

“Essas facções criminosas matam, arrancam cabeças, abrem corpos, exibem metralhadoras e ostentam poder. Isso é ou não é terrorismo? Se isso não for terrorista, então não sei o que é”, declarou o governador.

Mauro classificou como uma “anomalia” o fato de a legislação brasileira não reconhecer esses grupos como terroristas, mesmo diante do pânico que causam à população.

O governador também criticou o que chamou de “comoção seletiva” de parte da sociedade, da classe política e de ONGs diante de operações policiais mais duras, enquanto há silêncio sobre os mais de 40 mil assassinatos anuais no país — dos quais entre 70% e 80% estão ligados diretamente às facções.

“É uma hipocrisia. Todo dia essas facções matam 100 brasileiros, e ninguém vai depor, ninguém faz alarde. Mas quando a polícia reage, vira escândalo”, afirmou.

Mauro Mendes defendeu que o Congresso Nacional aproveite o debate sobre a PEC da Segurança para modernizar o Código Penal, que é de 1940, e criar instrumentos legais eficazes.

“O mundo mudou, o crime evoluiu, mas nossas leis continuam frágeis. Quando quiseram, fizeram a reforma tributária. Por que não fazem o mesmo com a segurança, que é um clamor nacional?”, questionou.

Entre as medidas defendidas, o governador destacou a necessidade de atacar os “crimes estruturantes” das facções, como o tráfico de drogas e, principalmente, a receptação de produtos roubados.

“Se tem gente roubando celular, é porque tem quem compre. Vamos endurecer contra o receptador. Sem quem compre, o roubo perde sentido”, pontuou.

Mauro ainda alertou que as facções estão se infiltrando na política, financiando campanhas e elegendo parlamentares com dinheiro do crime.

“Isso aconteceu na Itália, nos EUA e está acontecendo aqui no Brasil. Eles estão se organizando por baixo e, se não reagirmos, o problema será muito maior”, alertou.

O governador também citou os investimentos realizados em Segurança Pública em Mato Grosso, com destaque para o programa Tolerância Zero, o canal de denúncias de extorsão e o fortalecimento do sistema prisional.

“O cidadão de bem está pagando a conta enquanto bandido não respeita mais a polícia nem a lei. Precisamos resgatar o medo da punição no Brasil”, concluiu.

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