Justiça impõe tornozeleira e restrições a policial acusado de agredir ex-companheira em Cuiabá
Cuiabá – A juíza Gisele Alves Silva, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital, determinou nesta quinta-feira (12) uma série de medidas protetivas contra o policial Sanderson Ferreira de Castro Souza, acusado de agredir a ex-companheira, a personal trainer Débora Sander.
A decisão ocorre após o militar ter sido colocado em liberdade por determinação da Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Entre as medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias, participação obrigatória no grupo reflexivo “Papo de Homem”, da Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, e a proibição de se aproximar da vítima, familiares e testemunhas a menos de 500 metros.
O policial também está impedido de manter qualquer tipo de contato com Débora, inclusive por meios digitais, e de frequentar a residência ou o local de trabalho dela. A magistrada determinou ainda a entrega de botão do pânico à vítima como reforço à proteção.
Na decisão, a juíza destacou que, em casos de violência doméstica, a palavra da vítima possui especial relevância para concessão de medidas previstas na Lei Maria da Penha. Segundo ela, os relatos apresentados demonstram risco à integridade física e psicológica da mulher, justificando a urgência das medidas.
A magistrada alertou que o descumprimento poderá resultar em prisão preventiva e outras sanções penais.
Histórico do caso
Sanderson foi preso em setembro de 2024, após denúncia de agressões ocorridas no imóvel onde o casal residia, em Cuiabá. Débora relatou ter sido vítima de agressões ao longo de dois anos de relacionamento e decidiu tornar o caso público nas redes sociais.
Em maio de 2025, o policial foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado. No entanto, na última terça-feira (10), a Quarta Câmara Criminal do TJMT reformou parcialmente a decisão, reduzindo a pena para 1 ano e 9 meses em regime aberto.
Após a soltura, Débora voltou a se manifestar publicamente e buscou apoio junto ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
O caso reacende o debate sobre a aplicação da Lei Maria da Penha e a efetividade das medidas protetivas em Mato Grosso.
📲 Acompanhe esta e outras notícias no site:
Siga, curta e compartilhe nas nossas redes sociais:
📸 Instagram
🎥 YouTube
🎵 TikTok
📱 Kwai
📘 Facebook
👉 Clique para entrar no nosso Grupo de WhatsApp.



Publicar comentário