Justiça do Rio mantém prisão de acusado de matar sargento da PM de Mato Grosso
Rio de Janeiro – A juíza Priscilla Macuco Ferreira, da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, manteve a prisão de Raffael Amorim de Brito durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (9). A magistrada considerou válidos os mandados de prisão e afirmou não haver ilegalidade aparente na detenção. Ele é acusado de matar o sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, em 2024, e foi preso na noite de quarta-feira (7).
Durante a audiência, o custodiado alegou que teria sido vítima de agressões no momento da prisão. Segundo o relato, ele afirmou ter sofrido chutes e socos, principalmente na região das costelas, ainda em via pública e diante de populares, praticados por policiais civis e militares.
Raffael disse não conseguir identificar as características dos agentes envolvidos, apenas que foram os mesmos que o conduziram à delegacia. Ele também relatou que, já dentro da viatura e posteriormente na delegacia, teria sido colocada uma sacola em sua cabeça, chegando a desmaiar em algumas ocasiões.
Apesar das denúncias, o primeiro exame não apontou marcas aparentes das supostas agressões. Diante do relato, a juíza determinou a realização de um novo exame de corpo de delito para verificar possíveis vestígios e encaminhou cópias do processo às corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Militar, além das promotorias competentes, para apuração dos fatos.
Na decisão, a magistrada destacou que o juízo da audiência de custódia não possui competência para analisar pedido de recambiamento nem para apreciar requerimentos de produção de provas, como solicitações relacionadas a câmeras corporais. Ainda assim, a transferência do detento para Mato Grosso já foi autorizada.
Ela determinou a comunicação imediata da prisão aos juízos de origem, o envio de ofício à Vara de Execuções Penais sobre o pedido de recambiamento, além do encaminhamento de cópias do processo à Promotoria da Auditoria Militar, à Promotoria de Investigação Penal e às corregedorias das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. Também foi expedido ofício à Secretaria de Administração Penitenciária para garantir atendimento médico ao preso.
A prisão
Desde que conseguiu fugir de Cuiabá, Raffael estava escondido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Um trabalho de inteligência envolvendo a Polícia Militar, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal e o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado resultou na captura do foragido.
A prisão ocorreu na cidade de Itaboraí, a cerca de duas horas e meia da capital fluminense. Segundo a Polícia Militar, ele estava acompanhado de comparsas e se deslocava para cometer um roubo a uma residência quando foi abordado.
Além da acusação pelo assassinato do sargento da PM, o suspeito possui passagens criminais por estupro, roubo e tráfico de drogas.
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