Polícia prende influencer e mais três pessoas por golpes de R$ 414 mil em Cuiabá e Várzea Grande

Polícia prende influencer e mais três pessoas por golpes de R$ 414 mil em Cuiabá e Várzea Grande

Operação Rede Oculta cumpriu 20 ordens judiciais, apreendeu aparelhos celulares e sequestrou um Corolla Cross híbrido; grupo é suspeito de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil prendeu quatro pessoas nesta quinta-feira (29), durante a segunda fase da Operação Rede Oculta, que investiga um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet e lavar dinheiro em Cuiabá e Várzea Grande. Entre os presos está uma influenciadora digital, de 24 anos. O prejuízo causado às vítimas já identificadas ultrapassa R$ 414 mil.

Ao todo, foram cumpridas 20 ordens judiciais contra cinco investigados, incluindo mandados de prisão preventiva, buscas domiciliares, sequestro de veículos e autorização para acesso aos dados dos aparelhos apreendidos. Um dos alvos ainda não foi localizado e é considerado foragido.

Prisões em Cuiabá e Várzea Grande

Entre os presos estão a influenciadora digital, de 24 anos, e o companheiro dela, de 26, moradores do bairro Tijucal, em Cuiabá. Também foram presos uma mulher de 35 anos, residente no bairro São Benedito, em Várzea Grande, e o marido dela, de 41 anos.

Segundo a investigação, o homem de 41 anos já havia sido preso anteriormente por envolvimento em fraudes eletrônicas, mas foi colocado em liberdade e voltou a ser detido nesta quinta-feira.

Durante a operação, a Polícia Civil também cumpriu uma ordem judicial de sequestro de um Toyota Corolla Cross híbrido. Embora o veículo estivesse registrado em nome de outra pessoa, os investigadores apontam que ele era utilizado efetivamente pelos suspeitos.

Os celulares apreendidos serão submetidos à extração de dados para aprofundar as investigações.

Como funcionava o esquema de golpes

Conforme a Polícia Civil, o grupo abordava vítimas pela internet, utilizando redes sociais e plataformas de compra e venda. Entre as modalidades investigadas estão falsos anúncios de veículos, o golpe do falso parente e o do falso funcionário de banco.

Após as vítimas realizarem transferências via Pix, os valores eram divididos entre diversas contas bancárias de terceiros, em quantias inferiores a R$ 10 mil. Posteriormente, o dinheiro era concentrado em uma das pessoas investigadas e redistribuído.

A investigação aponta que os recursos obtidos ilegalmente eram convertidos em bens de alto valor, como veículos e joias, que seriam utilizados para demonstrar um padrão de vida elevado nas redes sociais.

O prejuízo contabilizado até o momento é de R$ 414.093. As vítimas identificadas estão em Mato Grosso e também em outros estados, incluindo Rio de Janeiro e Pará.

Influenciadora é investigada por participação no esquema

De acordo com a apuração, uma das investigadas seria responsável por coordenar um núcleo do grupo e recrutar pessoas dispostas a ceder contas bancárias para a movimentação dos valores.

Outra suspeita, que se apresentava nas redes sociais como influenciadora digital, é investigada por exibir um padrão de vida que, segundo a Polícia Civil, seria incompatível com a renda declarada.

Os investigadores também apontam que o homem de 41 anos continuava orientando a movimentação dos recursos mesmo durante o período em que estava preso, com o auxílio da esposa, também detida nesta fase da operação.

Ele ainda é apontado pela investigação como integrante de uma facção criminosa. Durante a ocorrência desta quinta-feira, foi registrada uma infração de menor potencial ofensivo relacionada à posse de uma pequena quantidade de entorpecentes para consumo pessoal.

Os investigados foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As responsabilidades individuais deverão ser apuradas no decorrer do processo judicial.

Segunda fase aprofundou investigação iniciada em 2023

A primeira fase da Operação Rede Oculta foi deflagrada em 27 de maio de 2024, com o cumprimento de 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião, foram apreendidos bens e celulares, incluindo um Jeep Compass avaliado em aproximadamente R$ 153 mil.

As investigações começaram em 2023, após denúncias anônimas. A análise dos materiais apreendidos, os laudos periciais da Politec e os dados financeiros obtidos mediante autorização judicial permitiram identificar novos elementos e aprofundar a apuração.

A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, com apoio do Núcleo de Inteligência da unidade.

Alerta aos consumidores: a Polícia Civil recomenda cautela em negociações pela internet. Antes de transferir dinheiro via Pix, confirme a identidade do vendedor, verifique a procedência do veículo ou produto e desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado. Em caso de suspeita de golpe, procure a polícia.

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Fonte: Polícia Civil de Mato Grosso (PJC-MT).


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