Policial penal é presa em Cuiabá por tentativa de homicídio após homem ser baleado durante entrega de iPhone

Policial penal é presa em Cuiabá por tentativa de homicídio após homem ser baleado durante entrega de iPhone

Investigação da DHPP aponta contradições na versão apresentada pela servidora; prisão preventiva foi decretada pela Justiça

Uma policial penal foi presa preventivamente na manhã desta terça-feira (5), em Cuiabá, durante uma operação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e fraude processual após um homem ser baleado durante a entrega de um iPhone no bairro CPA IV, na Capital.

De acordo com a Polícia Civil, a prisão foi autorizada pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá após o avanço das investigações sobre o caso ocorrido no dia 23 de julho.

Segundo o inquérito, a vítima, identificada como Carlos Filipe Magalhães Fernandes Fernando, foi atingida por disparos de arma de fogo ao chegar à residência da investigada para devolver um aparelho celular perdido pela filha da policial penal.

Imagens contestam versão apresentada à polícia

Inicialmente, a servidora alegou que atirou após o homem tentar tomar sua arma durante a abordagem. Ela também afirmou que a vítima teria exigido dinheiro para devolver o celular encontrado.

No entanto, conforme a Polícia Civil, imagens obtidas durante a investigação não confirmam a versão apresentada pela investigada. As gravações passaram a ser consideradas peças fundamentais para o pedido de prisão preventiva e para a apuração do suposto crime de fraude processual.

As autoridades não divulgaram detalhes do conteúdo das imagens para não comprometer o andamento das investigações.

Família nega tentativa de extorsão

Familiares da vítima contestam a narrativa apresentada pela policial penal. Segundo eles, Carlos não encontrou o aparelho e nem tentou obter qualquer vantagem financeira da proprietária.

A versão apresentada pela família é de que o jovem apenas foi contratado por outra pessoa para realizar a entrega do celular, recebendo R$ 100 pelo serviço.

O caso ganhou grande repercussão em Cuiabá e segue sendo acompanhado pelas autoridades policiais.

Suspeita permanece custodiada

Após o cumprimento do mandado de prisão, a policial penal foi encaminhada para os procedimentos legais e permanece custodiada na Polinter, onde aguarda audiência de custódia.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias envolvendo o episódio registrado no CPA IV.

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