Defesa insiste em transtornos mentais e tenta afastar responsabilidade de Carlinhos Bezerra antes de júri em Cuiabá
Empresário será julgado nesta sexta-feira pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado e de Willian César Moreno
A defesa do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, voltou a sustentar que o réu pode ser considerado inimputável em razão de supostos transtornos mentais. O julgamento está marcado para esta sexta-feira (31), em Cuiabá, e a estratégia dos advogados é questionar a capacidade do acusado de compreender plenamente seus atos no momento do crime.
Carlinhos responde pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado, de 44 anos, e de Willian César Moreno, de 30 anos, mortos a tiros em janeiro de 2023 na Capital mato-grossense.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes foram praticados por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa das vítimas. No caso de Thays, a acusação também aponta feminicídio em contexto de violência doméstica e de gênero.
O advogado Elson Marcelino da Silva Junior afirmou que a defesa busca o reconhecimento da necessidade de uma perícia oficial para avaliar as condições psicológicas e psiquiátricas do empresário à época dos homicídios.
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Segundo a defesa, um laudo psiquiátrico particular apresentado neste mês aponta que o empresário teria cinco transtornos mentais. Com base nesse documento, os advogados solicitaram a instauração de um incidente de insanidade mental, pedido que foi negado pela Justiça.
A juíza responsável pelo caso manteve a realização do júri popular e também rejeitou uma nova tentativa da defesa de adiar o julgamento. A prisão preventiva do acusado permanece em vigor.
Ainda conforme os advogados, Carlinhos continua recebendo acompanhamento médico dentro da unidade prisional e existem documentos que, segundo eles, justificariam uma avaliação técnica mais aprofundada sobre sua condição mental.
Apesar da estratégia defensiva, a defesa não contesta que os disparos ocorreram. O foco é discutir a responsabilidade penal do empresário e as circunstâncias em que o crime foi cometido.
As investigações da Polícia Civil apontam que Carlinhos perseguiu o casal após a saída do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Thays e Willian foram assassinados em frente à residência da mãe dela, no bairro Consil, em Cuiabá.
Após o crime, o empresário foi localizado e preso em uma propriedade rural da família, no município de Campo Verde. Atualmente, ele permanece custodiado na Penitenciária Major PM Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, aguardando o julgamento que deve movimentar o Judiciário mato-grossense nesta sexta-feira.
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